Historicamente, as sobremesas começaram a surgir como são conhecidas hoje, a partir de 1533. Quando Catarina de Médici desembarcou no porto francês de Marselha para se casar com o futuro rei Henrique II e a culinária tomou a forma como a conhecemos hoje.
Antes, nos banquetes medievais as mesas eram dispostas de carnes, cereais, ensopados, pães, tortas, queijos, frutas, entre outros alimentos e tudo era consumido ao mesmo tempo ao prazer dos convidados.
No entanto, novos hábitos foram introduzidos à corte, como por exemplo, abrir os banquetes à participação feminina, regras de etiqueta, garfo de dois dentes e transportar a sobremesa para o fim da refeição. Graças a Catarina a sobremesa passou a ser considerada parte importante de uma refeição e até hoje ocupa tal status. “Ela fecha o almoço ou jantar com chave de ouro”, afirma o chef confeiteiro Fabrice Le Nud.

Fazer doces é uma ciência que exige atenção e dedicação para combinar elementos que podem fazer do mais simples doce, uma verdadeira joia. A sobremesa fecha com chave de ouro um momento, como uma refeição familiar.
A importância estética das sobremesas em um evento, por exemplo, é também crucial. Mesas de doces são as grandes protagonistas em um casamento ou aniversário, e finalizam uma experiência social importante, que é a de comer.